Corona Vírus - COVID 19

Dominando o coronavírus

Atualizado em /2020 - h

No Brasil

Fonte: Ministério da saúde / CSSE at Johns Hopkins University

No Mundo

Fonte: CSSE at Johns Hopkins University

casos confirmados

mortes

taxa de mortalidade

Últimas notícias

Informações básicas

Os Coronavírus (CoV) são uma família de vírus que afeta humanos e animais, e causam um espectro variado de doenças, desde um resfriado comum, a doenças de maior gravidade como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

A doença COVID-19 começou provavelmente em um mercado chinês, na cidade de Wuhan, que vendia animais vivos. O contato próximo de humanos com esses animais parece ter sido o gatilho dessa epidemia, mas ainda não está claro exatamente como ocorreu a mutação que gerou o novo vírus (SARS-COV-2). Desde os primeiros casos relatados em Wuhan, China, no final de 2019, mais de 130 mil casos de COVID-19 foram confirmados no mundo.

Hoje o principal modo de transmissão é o interpessoal, ocorrendo por 2 mecanismos principais: (1) gotículas - quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, e essas gotículas entram em contato direto com a mucosa de uma outra pessoa; (2) superfícies contaminadas - quando pessoas sem infecção tocam superfícies contaminadas e levam as mãos aos seus olhos, nariz e/ou boca. Aproximadamente 80% dos casos de infecção de COVID-19 tem o curso de uma doença leve, muito parecido com um quadro de resfriado comum. Dos casos restantes ~15% dos pacientes terá doença grave, e 5% terá doença muito grave, com necessidade de internação em leitos de terapia intensiva.

Pacientes idosos, e/ou pacientes com comorbidades, apresentam um maior risco de doença grave. Os sintomas da doença variam com a gravidade do quadro, mas em ordem decrescente de frequência são: febre, fadiga, tosse seca, anorexia, mialgia, e dispneia. TC de tórax é importante, sendo usualmente visto lesão pulmonar bilateral, com aspecto de vidro fosco.

Prevenção

A prevenção e a redução da velocidade de transmissão do SARS-COV-2 se baseiam no que chamamos de “etiqueta respiratória”. São medidas simples, que visam interromper as vias e a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Com isso, conseguimos achatar a curva de multiplicação do vírus a tempo reduzir o número de casos absorvidos pelo sistema de saúde.

As medidas são:

  • Lavar as mãos com água e sabão por 20s;
  • Cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar com lenço de papel (descartando depois) ou oferecendo barreira com o antebraço (NUNCA com as mãos!);
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos, antes de lavá-las;
  • Usar álcool em gel 70% nas mãos e na desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Isolamento respiratório domiciliar e social: todos os indivíduos devem fazer isolamento social pra evitar o aumento da transmissão do vírus;
  • Os sintomáticos devem fazer isolamento respiratório e medidas de higiene para não contaminar os demais moradores da casa, por pelo menos 14 dias;
  • Manter distância de ao menos 1-2m, dentre uma pessoa e outra.

Ao lado, você encontra alguns materiais informativos sobre prevenção primária, secundária, screening e paramentação com EPIs no ambiente hospitalar.

Diagnóstico

Diante de uma suspeita de COVID-19, a anamnese deve ser completa, principalmente para identificar se, de fato, o caso é ou não suspeito de COVID-19. Durante a anamnese é importante questionarmos sobre febre, fadiga, tosse, anorexia, mialgias, e dispneia (características clínicas mais comuns). Quanto ao exame físico, temos que pensar, sobretudo, em alterações que possam sugerir um quadro grave. como febre, tosse, dispneia e infiltrados bilaterais na imagem do tórax, sugestivos de pneumonia.

Os principais fatores de risco para doença grave são a idade avançada, a presença de comorbidades e quadros de imunossupressão. Estudos observaram que ~50% dos pacientes com quadros graves tinham comorbidades, sendo hipertensão arterial sistêmica (30%), e diabetes (19%) as mais comuns. Além disso, foi observado que a probabilidade de óbito no hospital aumentou com a idade.

Observa- se que em casos de COVID-19 a contagem de leucócitos pode variar, sendo o achado mais comum linfopenia. Em pacientes que precisam de UTI, há maior probabilidade de altos níveis de procalcitonina. D-dímero e linfopenia mais grave têm sido associados à mortalidade.

A TC do tórax em pacientes com COVID-19 geralmente demonstra opacificação em vidro fosco com ou sem anormalidades consolidadas, consistentes com pneumonia viral. Os achados são mais frequentemente bilaterais, têm distribuição periférica e envolvem os lobos inferiores. Achados menos comuns incluem espessamento pleural, derrame pleural e linfadenopatia.

O diagnóstico laboratorial de COVID-19 é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectam o RNA viral do SARS-CoV-2 em secreções respiratórias. Utiliza-se atualmente o PCR para detectar o genoma do vírus, a partir das amostras de material respiratório. As amostras devem ser colhidas por pessoal treinado, utilizando Equipamento de Proteção Individual (EPI) apropriado, seguindo as instruções de biossegurança.

As características clínicas da COVID-19 são, em geral, inespecíficas, podendo ser confundidas com aquelas causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, e adenovírus. Devemos lembrar também da possibilidade de pneumonia (potencial manifestação grave da doença), podendo então confundir com pneumonia bacteriana, pneumonia fúngica e, até, com tuberculose pulmonar.

Tratamento

Pacientes com apresentação clínica leve podem não necessitar de hospitalização. Entretanto, os sinais e sintomas podem piorar e progredir para doença do trato respiratório inferior na segunda semana da doença, logo, todos os pacientes têm que ser monitorados de perto.

A decisão de internar ou não o paciente deve ser feito de caso em caso. Essa decisão dependerá não só da apresentação clínica, mas também da possibilidade do paciente conseguir seguir em isolamento domiciliar, monitorar sua evolução clínica e o risco de transmissão para pessoas com fatores de risco no ambiente domiciliar.

Nenhum tratamento específico para COVID-19 está disponível atualmente (Março de 2020). Manejo clínico inclui implementação rápida e eficaz de medidas de prevenção e controle de transmissão, além de suporte clínico intensivo à possíveis complicações, incluindo medidas como intubação precoce e ECMO. Algumas drogas estão em estudo, como Cloroquina, Remdesivir, Lopinavir-ritonavir, Tocilizumab e imunização passiva.

Corticoides e AINEs, principalmente o ibuprofeno, devem ser evitados, devido ao potencial de prolongar a replicação viral como observado nos pacientes com MERS-CoV, a não ser que seja indicado por outras razões, como por exarcebação de DPOC ou choque séptico refratário. IECA e BRA também devem ser evitados.

Combate à COVID-19 na prática

É importante que nós saibamos métodos de reduzir a exposição e aumentar a precaução, desde cuidados extra-hospitalares até durante o atendimento em si.

Tudo isso objetiva uma única coisa: reduzir a transmissão, peça-chave pra redução do número de indivíduos infectados, possibilitando alcançar o fim da pandemia.

Para isso, evidenciamos a importância da higienização das mãos de forma frequente (álcool em gel, água e sabão) e da utilização de equipamentos de proteção invidual como máscara/respiradores, touca, protetor facial ou óculos, luvas e capote. Falando nisso: você sabe quando devemos utilizar máscara cirúrgica, N95 ou PFF2?

Por fim, damos o passo a passo para um correto isolamento do indivíduo doente em domícilio, focando em 1) recomendações gerais, 2) cuidados referentes ao isolamento do próprio paciente e 3) formas de precaução para o cuidador, evitando que se torne infectado.

Guidelines

Casos clínicos

Ilustração de um homem com uma máscara

Paciente suspeito

Ir para o caso
Ilustração de um homem de terno e gravata

Paciente adulto

Ir para o caso
Ilustração de uma mulher idosa

Paciente idoso

Ir para o caso
Ilustração de uma mulher de terno com uma máscara

Paciente com asma

Ir para o caso
Ilustração de uma mulher grávida

Paciente grávida

Ir para o caso
Ilustração de uma criança

Paciente pediátrico

Em breve